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A maioria das coisas que sei, não sei como sei, apenas sei que sei.
Assim como a certeza, até então, de que o sol irá nascer no dia de amanhã.
Até aí tudo bem. O problema é explicar a alguém o que, e como sei o que sei.
Como saber o que sei sem saber exatamente de onde vem?
Como afirmar o sei sem o semblante dos fatos de saber o que sei?
Como posso dizer que convém minha persuasão, em tentativas, muitas vezes, fracassadas, de convir?
Sei que na verdade não sei nada nesse plano.
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Sei apenas que sei, que a confusão de saber sempre será buscada numa razão lógica do ser.
Ser humano.
Ser alguém.
Ou apenas ser...
Eu sei que sei o que sei, mas não sei explicar o que sei e como sei o que sei que eu sei que sei.
Portanto, digo que não sei nada, até um dia alguém saber como saber o que, em parte, se sabe.
Fico então num estado inútil e confuso de mente, pois a certeza me vem, porém não consigo desmembra-la.
Eu sei que sei de algo, [In]conscientemente. Mas eu, na maior parte NÃO SEI - não sou eu quem sabe!
Quem sabe de algo é minha intuição. E ela é difícil de se colocar num plano não abstrato.
A ignorância me bate a porta.
Os labirintos se instalam.
COMO SABER?
Os labirintos se instalam.
COMO SABER?
Gustavo Lazarin
10|10|10
19:50

